Continuação de como surgio a Memórias Magnéticas!
Ai estávamos nos, formados em arquitetura, desempregados e como se isto não fosse pouco, ainda estávamos em um outro país, outra cultura, longe de tudo e de todos os familiares, devemos confessar que também estávamos bem desanimados com a desvalorização da nossa profissão nesta época.
Ai você diz, “ah, mas a arquitetura é uma profissão linda.” Sim, é mesmo, mas também, a vida é maravilindaaaa sem boletos né rs.
Mas não podemos esquecer de mencionar aqui um detalhe super importante que fez total diferença pra gente na época.
A família brasileira tramou algo inesquecível escondido que realmente nos pegou de supresa em um momento tão delicado que a gente estava passando.
Eles montaram uma casinha de um quarto com cozinha e banheiro em um espaço que antes era um depósito no terreno onde ficava a empresa deles para que a gente pudesse ficar temporariamente até que pudéssemos alugar um apt. Fizeram de surpresa. Obviamente ficamos muito felizes com uma mistura de constrangimento pra sermos sinceros e ao mesmo tempo em choque com esse gesto tão carinhoso e nobre por parte deles porque afinal não tinham nenhuma obrigação e algo assim não tem preço no mundo que um dia possa pagar. Seremos gratos eternamente e fazemos questão de mencionar isto sempre tivermos oportunidade.
Dito tudo isto, começamos a pesquisar alternativas e apareceu uma oportunidade de fazermos uma pós-graduação no Canadá.
Imagina, dois estrangeiros, na época (2016) tínhamos somente 7 anos aqui no Brasil e querendo mudar pra ir tentar a vida no Canadá que nem de longe é o nosso país também.
Devido ao desanimo do mercado de arquitetura, chegamos a ficar super animados em ir para o Canadá e tentar uma nova vida por lá.
Sabe aqueles planos que fazemos todo janeiro? Pois é, nos falávamos: 2017 não pega a gente aqui no Brasil, estamos decididos.
No meio disso tudo, conversamos com um amigo nosso que morava em Estados Unidos e conversa vai e conversa vem, ele comentou que estava fazendo bico como dizem vocês rs, trabalhando no momento com uma empresa que fazia fotos magnéticas instantâneas em eventos. A gente achou o máximo e perguntamos pra ele como funcionava e etc. Não tínhamos visto isso ainda no Brasil.
Nesta época de desempregados e vivendo de bicos de arquitetura, a gente ficou por 10 meses em busca de criar algo e lendo sempre muitas matérias sobre o empreendedorismo e o mundo online porque até então a gente não tinha nenhum conhecimento sobre.
Quando soubemos desta ideia de fotos magnéticas instantâneas para eventos, não tínhamos noção de como isto funcionava, porém gostamos tanto que aquilo ficou martelando na nossa cabeça e despertou um grande interesse da nossa parte!
Sendo assim, com muita fé e coragem, decidimos mergulhar e colocar essa ideia em ação e queríamos testar.
A ideia era de abrir uma empresa e começar a fazer foto magnética instantânea para eventos mesmo que com 0 experiência de empreendedorismo e sem a mínima ideia de como seria essa vida na prática kkk (rindo de nervoso mas feliz).
Enfim, o que sabíamos é que através desse projeto queríamos passar a nossa essência e tratar os clientes da mesma forma como gostaríamos de sermos tratados.
E assim decidimos ir além e nos mergulhar nesta nova aventura desta vidaloka chamada de empreendedorismo!
Quem diria?
Passaram-se mais de 10 anos experimentando essa #vidaloca haha.
Literalmente não tínhamos a menor ideia de como e por onde começar!
A primeira coisa que fizemos foi decidir o nome da empresa.
Pensamos... as fotos são memórias que eternizam momentos únicos da nossa vida e como seriam com imãs ou seja magnéticas, voilaaa, veio a ideia do nome Memórias Magnéticas.
Tivemos dúvidas, porque não parecia bem um nome para empresa de fotos, mas mal sabíamos que iriamos nos apaixonar e escrever centenas de vezes por dia este nome com os queridos clientes ♥
E assim corremos para "bater papo" com o tio Google como abrir uma empresa no Brasil.
Lembram quando falamos que não fazíamos a menor ideia de como era o mundo do empreendedorismo? Pois é, dito e feito. Porque ao invés de pesquisar sobre o mercado, os equipamentos, ver como iriamos comprar etc, etc, nos já começamos criando e esboçando a logomarca da empresa, desenhando cartões de visita, panfletos e livrinhos de como funcionaria porque como arquitetos, já dominávamos alguns programas de design, ou seja, indo na contramão kkk.
Ai veio o outro desafio de como fazer para comprar os equipamentos sendo que nos não tínhamos nem limite no cartão de crédito e tínhamos contas universitárias.
Pode parecer vitimismo, mas é apenas a verdade nua e crua do lado burocrático do Brasil com documentação para estrangeiros.
A nossa conta do banco era de estudante desde quando abrimos na época que viemos para estudar no Brasil e o limite de uma conta assim, como imaginam é de uns 400 e alguns quebrados rsrs (rindo de nervoso mesmo).
Enfim, para termos limite maior precisávamos estar com documentos de permanência no Brasil.
Maaaas...
Por ''sorte'' ou melhor ''falha humana'' no sistema do banco de um de nos dois tinha ocorrido um engano e de repente aparecia no sistema que possuía visto permanente e por este motivo segundo o gerente do banco, o sistema quando processou os dados acabou liberando um micro crédito simbólico o que acabou sendo a nossa salvação para tirar o projeto do papel.
Ah! Já viu a alegria de uma criança quando ganha sorvete? Pois é, agora triplica tudo isso e terá uma noção da nossa alegria no momento quando isso aconteceu rs.
Logo assim que saímos do banco, nos corremos pra casa e sentamos em frente ao computador para comprar o quanto antes uma das impressoras que tínhamos decidido após muitas e muitas noites em claro pesquisando qual seria mais adequada para a nossa ocasião para que chegasse o quanto antes... inclusive partezinha deste empréstimo usamos pra pagar algumas contas também. Quem nunca? Rs.
Ai depois ficamos com a duvida cruel! TÁ, mas como vamos divulgar este trabalho?
Ah! Antes que você fale, “mas como vocês sobreviviam nessa fase, já que estavam desempregados?”
Uai uai uai, fazendo pequenos projetos ou melhor bicos de arquitetura como mencionamos acima, precisávamos “sobreviver” e virávamos nos 30 (pois é, moramos por 10 anos em BH e aprendemos mineirês também rs).
Como esta ficando muito longo este conto, vamos ter que contar no próximo capitulo porque não queremos tomar muito do seu tempo pra ficar lendo aqui! E olha que estamos tentando resumir ao máximo porque se não, Netflix que se cuide kkk.
Continua na parte 4
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